Diretor da Cedae ignorou alerta de quebra do Banco Master e estatal perdeu R$ 222 milhões
Alerj vai abrir CPI para investigar investimentos do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master, que somam quase R$ 3 bilhões Reprodução/TV Globo Uma sindicÃ...
Alerj vai abrir CPI para investigar investimentos do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master, que somam quase R$ 3 bilhões Reprodução/TV Globo Uma sindicância interna da Cedae concluiu que a companhia acumulou prejuÃzo superior a R$ 222 milhões após a Diretoria Financeira ignorar recomendações técnicas para retirar investimentos aplicados no Banco Master. Segundo o relatório, funcionários alertaram em setembro de 2025 sobre os riscos e sugeriram o resgate integral dos cerca de R$ 200 milhões investidos em CDBs do banco. A orientação, porém, foi descartada pelo então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos, homem forte de Claudio Castro empresa, que autorizou apenas retiradas parciais. A investigação também aponta que critérios internos de classificação de risco teriam sido flexibilizados após contatos entre a diretoria da Cedae e representantes do Banco Master. Em outubro, o rating da instituição financeira foi rebaixado de BB- para CC, agravando a situação dos investimentos. O documento cita ainda influência do banqueiro Daniel Vorcaro em decisões da estatal. Em um episódio anterior, técnicos chegaram a emitir ordem para resgatar R$ 44 milhões, mas a determinação foi cancelada pouco depois por assessores ligados à diretoria. A sindicância afirma que informações estratégicas foram omitidas do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria da companhia, que já haviam feito alertas sobre os riscos das operações. Diante das conclusões, o presidente da Cedae, Rafael Rolim, recomendou o envio do relatório ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para aprofundamento das investigações.